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Mostrando postagens de dezembro, 2014

Tchau, 2014

Todo fim de ano é a mesma coisa: reluto com essa babaquice de vir aqui escrever um monte de abobrinha sentimental, mas é mais forte que eu. Mas esse ano, em especial, preciso. Não pelo ano, pq ano não tem vida própria, mas pelo que foi minha vida nesse tempo.. Por todas as desconstruções e reconstruções que rolaram. Começo por perceber que em algum momento eu odiei anos pares, porque coincidentemente diversas merdas aconteceram neles, e anos ímpares pareciam ser melhores, mas isso não é verdade porque sempre temos altos e baixos, períodos e fases, e o equilíbrio é uma ilusão (que busco sempre, e faço bem em buscar, creio), mas 2014 mudou muito isso. Conheci pessoas maravilhosas, que passaram e que ficaram, consagrei amizades importantíssimas, deixei algumas coisas irem e me agarrei a outras, saí, fiz o que tive vontade e minha vida deu uma reviravolta bizarra profissional, acadêmica, racional e emocionalmente. Acho que comecei a pensar com uma cabeça que parece finalmente ser minha e p...

Devaneios de água-viva

Ai, eu li um livro. E esperei passar minha efusividade pra vir aqui escrever as palavras, mas fiz mal, muito mal. Porque quando as palavras ditas são cuspidas, elas são mais pensamentos (imediatos?) e menos palavras soltas, e quando passa o instante já não é mais a efusividade mas o pós-efusividade, que pode ser efusivo agora mas não é mais o efusivo de antes. Mas comecei mal, muito mal. Eu não li um livro, porque afinal todo mundo lê um livro. Um livro me leu. Digo, O livro me leu. Agora to mais calma. Queria esperar meu desespero voltar pra poder te escrever melhor. Mas não te escrevo, e desespero não espera porque é justamente uma des-esperação, porque acontece agora e tudo junto e foi o que aconteceu no meu âmago. Não, não foi isso que aconteceu, mas é o que as palavras me permitem transmitir. Porque se não escrevo aqui esqueço que desesperei e que fui catarse porque sim ainda tô catarse e fui mais catarse uns instantes antes mas não serei catarse todos os instantes porque os insta...

Salão desembeleza (05/12/14)

Ho je, de pois de anos, resolvi brincar de "salão de beleza" (descobri que a beleza não existe se vc não frequenta esses rituais) . Lá chegando, percebi que tinha esquecido em casa os fones e o livro que me acompanhariam nesta empreitada. Fiquei com a cabeça envergada pra trás numa posição ultra desconfortável, passaram um plástico ao redor dela (aqueles que o dexter usa pra enrolar as pessoas antes de matá-las) e fiquei parecendo uma camisinha ambulante. Uma voz com som de indignação perguntou: "Não vai fazer escova?????" -Não. Depois sentei numa cadeira pra fazer seila o quê na sobrancelha e uns trecos começaram a me cortar, pinicar, escorreram lagrimas dos meus olhos, sentia uma vontade infinita de um espirro que não se concretizava nunca (dentre as experiencias transcendentais essa foi a mais transcendente) e rolou uma delineação de sobrancelha com lápis que me fez pensar que hoje eu não deveria tomar banho, pra não sair até a noite. "Apara a pont...