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Mostrando postagens de agosto, 2015

Relatos de rua

Hoje, estava eu, depois de sair de um local fechado e comprimido com outros da mesma espécie, perto de uma senhora. Ela me tratava de uma forma um pouco esquisita, como se eu fosse, para ela, insubstituível - logo eu, que de mim há tantos em cada esquina.. Apesar de aquela mão me envolver com carinho, saber de minha fragilidade e fazer de tudo para não me quebrar, me cansei. Estava ali há pouco, mas meu tempo de vida útil é inútil.. Sempre ouvia relatos de irmãos que passavam uma noite com alguém, bocas de batons vermelhos deixando suas marcas, e assim, sem mais nem menos -puff- parecia acabar o interesse. Como se a relação tivesse um elo puramente etílico ou algo assim, como pode?! Mas, como ia dizendo, comigo seria diferente. Não quero estar no regime carcerário de moças de batons! Mas tive meu momento com esta senhora. Tão simples, tão pouco dominante, tão preocupada comigo. Não me fazia sentir descartável. Mesmo assim, me atirei à primeira ventania e me deixei levar. Ela nã...