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Mostrando postagens de agosto, 2023

vem, nem que seja só pra dizer adeus

 Maria Bethanea pra chorar escorregando pela parede no Spotify, e nenhuma palavra mais.

posso muito, só não posso isso

posso querer várias coisas, a depender da maneira como elas se me apresentam posso querer namoro monogâmico, ficares eternos ou não monogamia gostosa demais posso nunca ver alguém do seu ciclo além de você, posso ir domingo visitar seus pais posso querer casar e ter filhos ou ter pavor disso posso te encontrar todos os dias ou só todo dia 5 posso te incluir na minha rotina ou fazer tudo sem você posso amanhecer nos seus braços ou deitar sozinha no anoitecer posso te mostrar minhas rimas pobres, todas suas, ou posso nem fazer posso ir à missa culto ou terreiro domingo ou posso louvar ao meu próprio senhor, completamente extinto eu posso muitas, muitas coisas, posso querer várias, ceder a tantas mais, conhecer e me fazer agradar, me engraçar também pelos becos que tu se enfiar, posso aprender a gostar e desgostar e mudar toda vida mas tem coisa que eu não posso, não quero, não gosto, não vou, não mudo, não acolho, não sorrio, não faço cara bonita, não tolero. tem coisa que me desgasta, e...

escutar

o que te toca os ouvidos e o peito e te imaginar vivendo desapressado no escuro, sem hora pra acordar traçando seus caminhos longos de um neurônio a outro em sinapses tranquilas de olhos fechados e coração aberto sentindo o passeio do som de música boa no silêncio do quarto e poder dividir todas as sensações que eu atribuí a você, porque tão gostosas e bonitas e suaves e que fazem sorrir sem precisar pensar em nada num abraço apertado, cheio das “inas”, pré pós durante amor e sexo definidos por rita lee e cair na simplicidade de dizer pra mim mesma que minha vida é maravilhosa sozinha mas é poesia, livre de qualquer palavra, junto de você 

Até que aprendi, com “Monstros SA”

 que fazer rir gera mais energia que fazer chorar.