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Mostrando postagens de junho, 2017

meu lírico seu

acabei de ler o seu poema e não consigo parar de chorar. não tem nada de mim, não tem nada de nós, nem sei se tem de você, eu não entendo nada, nada, nada. mas seu eu, extremamente lírico, me faz chorar. porque eu não consigo entender, dizer, sentir. como pode alguém tão incrível ser tão humilde, tão acessível, tão concreto e indivíduo no coletivo. alguém que podia muito bem viver de só pensar ler escrever; ter um altar só pra ti (eu mesma ajudaria a construir esse altar bem daqui debaixo da minha ignorância que não compreende uma palavra do que você diz) mas você continua dizendo, mostrando, me fazendo rir e chorar e não entender, eu sempre não entendo. como pode esse alguém ser tão vivo, tão mais um na multidão, tão simplicidade e andar na rua ir pra festa junina beber cerveja discutir relacionamento (r)ir muito comigo fazer merda pedir desculpa beijar gostar existir. eu sou apaixonada pelo seu eu lírico. pudera eu me apaixonar por você inteiro. não que eu mereça, não que eu p...

(26/05/2015)

Como pode você aparecer tanto em meus sonhos se desapareceu solenemente da minha vida? Me privar de sonhar contigo acordada e ser atacada por você em sonho. Porque querer não pensar e não sonhar é, definitivamente, pensar e sonhar. E isso é mais real que teórico.

que será de mim?

o tempo me trouxe maturidade; a maturidade, o saber da impossibilidade de fazer, mudar se ao menos eu mantivesse minhas reações exacerbadas e frustrações mas eu sou a inércia. e é a inércia que me dá vontade de chorar... não é o que fazem comigo, mas o que faço, eu, de mim por não fazer nada comigo, nada pra mim. nada. (07/05/2015)

poeta é um fingi dor

se meus olhos podem representar ao meu cérebro a suposta veracidade do mundo deixa minha poesia representar a verdade que eu sinto e deixa minha cabeça ver a beleza e a lamúria do que eu sinto porque se meus olhos podem fingir, minha mão e minhas palavras são coniventes com meu corpo. Finjo porque não posso ser real.

contrários

Duas meninas brancas discutem brandas sobre questões de pele negra. Duas senhoras negras estudantes da rede pública descansam sombrias um longo dia de ser.

thanks for letting me go

Ir pra Portugal foi o que de fato me fez pensar que havia a necessidade de pôr um ponto final. Que o Amor é imenso, mas o mundo é muito maior. E que as experiências de amar não se concretizam só no indivíduo servindo de suporte; mas na cidade, nos sonhos, no querer, na distância, no possível. Te amei, mas descobri que o amor é tão mais que só isso. Obrigada por me ter deixado.