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Mostrando postagens de setembro, 2024

vou morrer de saudades

da cor que a vida ganhou depois de você de te sentir antes mesmo de tu chegar do lado porque parece que seu lugar sempre foi ali de te olhar com vontade de tirar sua roupa de te olhar com vontade de escrever um poema sobre sua risada tão gostosa quanto  aquele sorrisinho pendendo no canto da boca boca que tem sotaque malemolente  e que casa perfeitamente  com aquela pinta no seu rosto e com você falando inglês vou morrer de saudades da sua cara brincalhona e resolutiva das palavras de implicância, militância, afeto e sinceridade do olhar atravessado sarcástico de julgamento (e tesão) desse braço macio daquele hidratante que faz massagem como ninguém  de você dentro da minha casa dentro da minha camisa dentro da minha cabeça de você batendo tambor descompassado dentro de mim de tudo aquilo que prometíamos (e fomos, mas também não fomos) dos poucos infinitos momentos que inventamos juntas  (acho que aquele i'm thinking about ending things era sobre você nessa cida...

nunca quis dizer “eu te amo”

tão rápido, tão cedo, com tanta certeza, com tanta verdade. o tempo é mesmo relativo: faz relativizar o sentimento pra que a cronologia esperada dos acontecimentos se siga.  da faísca à chama  mas como diminuir o fogo quando, na faísca, há chama?  esperando que a vontade de dizer se apague (e permaneça a queimação eufórica do não dito)

rede social é (auto)destruição

e também letargia, procrastinação, falta de foco, encurtamento de attention spam, recortes ilusórios, cobrança, rotina inventada, visão prejudicada, adoecimento mental, sedentarismo, hiperestímulos, desinteresse  na realidade, curadoria falha, desconteúdo, imediatismo, prazer fluido, dopamina duvidosa e tudo o mais, com fonte científica - que nem precisava mas hoje, especialmente: autossabotagem quase consciente.  inacreditável.