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Mostrando postagens de setembro, 2015

Das loucuras na iminência da partida e das pequenas grandes coisas geradas pela sensação de pertencimento

Essa chuva atípica num Rio de Janeiro que desaba em água minha ausência: sei que é saudade, sei que é pra mim, por mim. Toda essa água me lava e me transborda e a poesia teórica ou escrita que ela traz vem até mim: é especial, sim. Como o Méier me parece um lugar tão bonito e tão meu, não lembro ter reparado tanta boniteza nas suas ruas escuras e chuvosas nos outros dias. Olho pra frente, pra cima, pra água que cai e empoço, que saudade. Minha pobreza, as goteiras, o bar do outro lado da estação. O medo de perder meus amigos e a esquisita certeza que não. Ir ao médico que acompanhou minha peregrinação e ficar tão feliz de não ter garganta e não ter mais médico e toda a frieza dele se transformar numa candura imensa - ou seria eu? Olhar ao redor, pela janela; dormir completamente nua e sozinha esparramada na minha cama (mas acho que queria dormir com minha mãe.) Minhas lágrimas não mais caem por isso, sou toda chuva por tanto, mas não choro. Esse sentimento de liberdade e rupt...