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Mostrando postagens de março, 2022

outono

Hoje inicia-se mais um outono.  Com ele, a animosidade do calor sossega, respira um ar fresco.  A gente não fica mais ofegante pra sair na rua. Não sua e não tem sensação de desmaio. O outono é brisa leve que acalma as tempestades de verão. É chuvinha de fim de tarde, com cheiro de terra molhada e casa de vó.  Vem tranquilo, fica, limpa os resquícios de caos de veraneio.  Anuncia o inverno, seu amigo, amigo da solidão, com toda parcimônia... Dá aquele gostinho do equilíbrio que logo finda quando faz frio em julho. Venha de aconchego, e depois vá embora, como toda coisa boa nessa vida.

Conexão

Eu vejo as crianças  Essas crianças de longe, muito longe da criança que eu fui, longe da criança que meus pais me puderam fazer  Vejo museus, viagens, aulas várias Vejo toda sorte de cultura, vejo seu ver o mundo com toda sorte  Suas relações são no entorno. Minha criança não ia a museu, teatro, orquestra, show, Itália Nem aula de música, tênis, inglês, francês, piano Eu ia sim à sorveteria, e ia às vezes à praia  Mas, mais do que ir a Eu ficava  E eu ficava com.  (Por toda a minha vida, a minha vida toda é feita e à procura de conexão)