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Mostrando postagens de janeiro, 2015

post mortem (unfinished)

Morri. Não pensem vcs que vim ser as memorias póstumas de Machado que te contam no ensino médio(cre), em que o cara escreve o livro depois de morto. Quão realista é morto escrever livro? Tampouco quero desconstruir isso te dizendo que na verdade sou "defunta autora", e não " autora defunta", porque não sou nem defunta, nem autora. Quem te escreve aqui também não é minha morte, porque não sou menina que rouba livros e a morte só é, e não precisa falar pra ser. Também não te escrevo minha vida, porque o que é a vida? Enfim, sei que não sou nada disso, e tudo isso aí e mais um pouco eu não sou. Sei bem o que não me traduz. Mas o que sou, não sei. E nem sendo pra saber. Não morri por ter que matar um eu pra ter uma perspectiva diferente de mim, e nem só porque o morrer muito me apetece, muito menos pra deixar a morte contar minha historia, porque tenho dúvidas de que ela saiba tanto.. Se a vida não sabe nada,  a morte não vai saber, não confio em extremos. Acho que mor...