toda prosa
tudo que eu queria mesmo agora era me entender. como que me deixei levar e cheguei a tal ponto? logo eu, que sempre falo de amor na poesia, pela necessidade tanta de um eu-lírico pra ocupar esse espaço sensível. quem diria eu, siamesa do gelo, cúmplice da tempestade que chega e inunda qualquer tentativa de fogo que se anuncie, eu que permiti que as montanhas se erguessem ao meu redor, enquanto eu virava mais e mais depressão (eu tô falando de geografia?); logo eu que não amo e que sou prática e puro pés no chão, fui abrir espaço e cair nas armadilhas que eu mesma criei. but who am I to close the ceiling? eis que o céu, meu horizonte, sempre esteve aberto. ninguém nunca teve coragem de pular no meu abismo, o risco de cair sempre foi muito grande pra arriscar. por que tanto perigo? esse vale nem é tão incrível assim. e eu sempre ali, completamente despida, nua, entregue; talvez pela segurança de saber que a escalada seria difícil demais para que alguém persistisse. talvez à es...