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Mostrando postagens de dezembro, 2016
vaivém
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tem coisa que só acontece pra quem tem mar de rio de janeiro. acontece pra todo mundo que tem mar de rio de janeiro. as pessoas me dizem que as melhores coisas da vida são de graça, sempre torço o nariz. que que ce acha que é melhor nessa vida? que que é ser de graça? nada é de graça, tudo tem um preço. sempre me perco quando escrevo, deve ser por isso que não sai nada bom. se eu pudesse escrever enquanto boiava no mar de ipanema com a mente e não com os dedos eu tenho certeza que seria poetisa naquele momento. isso eu fui, na verdade, mas ninguém sabe, então não fui, né? é assim que funciona, parece. nunca consigo seguir linha de raciocínio, não gosto muito de linha, só daquelas de costura porque depois vira um outro negócio mais bonito, mas linha eu não curto. nem contei que isso aqui não ia ser desse tamanhão todo, era um poema. digo, eu queria fazer um poema, mas mesmo muito antes de tentar já me aniquilei dizendo que não sei fazer poema. sei lá se é isso que me ensinam na faculdad...
omnibus
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difícil chegar em casa depois de 3 horas de viagem, rio de janeiro em chuvas, eu aos prantos depois de mais uma humilhação universitária e ainda ter olhos abertos e mãos firmes e algum vigor pra contar história. lá estava eu, há quase uma hora pra andar uns 5km, quase sem forças e congelando no ar condicionado que só funciona em dias menos quentes, sacando um romance da adélia prado da bolsa, tentando não vagar pelo falhado romance da minha vida, cujo protagonista é o dono desse livro. um pouco sem esperanças mas já cansada de só ouvir alanis e ver a chuva passar, começo a ler. um menino senta ao meu lado, olha por cima dos ombros as páginas do livro. me olha. olha pra mãe que tá noutro banco, do outro lado. olha de novo as páginas do livro. percebo a curiosidade e dou um meio sorriso, entendida de como agir com crianças que sou. ele me olha mais um pouco e, sem a menor preocupação ou vergonha, passa a ler comigo, mexendo a boca na tentativa de pronunciar algumas palavras. - cê t...
desabafo cuspido em estrutura livre de poema
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você é tão desacreditado desacreditável me diz isso sempre nas entrelinhas nas linhas propriamente de tantos meios de (falta de) comunicação você que não acredita no amor quão careta você é? eu sigo acreditando seu sumiço seu desinteresse seu afastamento é falta de amor ou de permitimento? nem sei mais o que eu falo tento fazer poema só sai desabafo a noite é tão longa quando tenho que esperar toda ela por uma resposta amarela quando o sol nascer, quiçá depois, bem depois porque você não sente como eu sinto você não é clichê que nem eu você não passa mais a madrugada rascunhado poema-wannabe sobre as meninas que você não amou - só comeu. você não é como eu, desculpa eu não ser como você.