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Mostrando postagens de outubro, 2024

autoajuda pra salvar os domingos

acordar a hora que o olho abrir, adivinhar a intensidade da chuva que cai lá fora só pelo friozinho e pelo barulho, sem abrir as janelas. claridade ideal que entra pelas frestas desse quarto que não é meu, e tudo que não é meu, também não é meu problema, ou minha vida, ou dia-a-dia, tudo que não é meu é uma novidade leve de não precisar me importar. não ir fazer o que eu não tô afim só pq tinha comentado. terminar de ler aquele livro que enrolei por meses. café da manhã com bolo de laranja e abacaxi, crepioca de queijo com banana, cafézin preto de minas. só faltou uma rede. ir à academia com tempo pra malhar a série inteira, rindo sozinha com podcast de depressão engraçado, sem precisar me comunicar com sorrisos e olhares simpáticos demasiados, porque ninguém vai malhar domingo de chuva - o melhor dia pra malhar. banho quentinho, lento, gostoso, acalanto, água correndo cabelo pescoço tronco pernas abaixo. solinho descompromissado no ukulele, me ouvindo só pra mim. comidinha de mãe cong...

só quem tá bem da cabeça

 é quem nao tem nada na cabeça?

o que eu sinto é amor ou fim de mundo?

cotidiano

e sua mecanicidade e seu desespero e seu looping e seu cansaço e seu tédio sua previsibilidade sua estabilidade sua placidez sua saúde e sua paz.

desbagunceiro

que você encontre estratégias pra lidar com tudo que te bagunça aí dentro, pra se entregar de uma vez à delícia que é descortinar o palco e encenar sua própria história, real por excelência, sem basear em nada não. pensar só no tempo que passa, no vento que sopra, no olho que fecha com tranquilidade pra mais uma noite de sono bem dormida. no amanhecer do dia seguinte depois de descansar os olhos, te aprumando a visão pra beleza das miudezas do cotidiano. com as responsabilidades que caibam nas poucas horas (pouco) úteis dos seus dias, sem precisar cavar dinheiro disposição dogmáticos.  quando isso acontecer, quero ser protagonista junto contigo, pra gente pintar e performar e simplificar as cenas da vida real, com sorriso e com afeto, cerveja sem glúten e jogo do fogão no bar da esquina do Flamengo. subir no palco e dizer que te amo com a leveza da certeza, certeza só daquela encenação, daquela temporada, ou de querer fugir de mãos dadas com o circo.  quando tudo isso acabar e...