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Mostrando postagens de fevereiro, 2016

D(eu)s

Ah, essa crucificação moderna Que por ora, só meu nome (Ainda com letra maiúscula, creio eu) Aproxima-me de Deus Ah, esta terra de ninguém, ou de poucos E injusta pros ninguéns - corpos ocos Já de Jesus, sinto-me amigo Quase abraçado, a dividir a mesma cruz Dois bárbaros, condenados Por sociedade, por Pilatos Pelo poder dos desalmados armados Mas Jesus, meu amigo Que sorte a sua! Nós aqui te fizemos de abrigo Vestimenta pr'essas almas nuas E cruas (e burras) Enquanto eu, só sei morrer Pelas mãos dos fieis Nas mãos dos fieis Por falta de crer.