1º de dezembro
Hoje minha terapeuta me disse que alguém disse pra ela que eu me expresso muito bem em palavras. Dias atrás, uma amiga querida também focou na minha forma de escrever pra falar sobre a vida. Há uns anos eu mostro um desabafo ali, um poema cuspido acolá pra uma amiga ou outra, normalmente com discrição, e elas gostam, elogiam, se identificam - talvez, posso estar inventando essa parte.
E aí todo o resto da sessão foi sobre precisar me atentar para o quanto eu me doo demais pra alguns e exijo de menos, numa medida inversamente proporcional às minhas demandas inatingíveis em outras relações.. Mas não era bem sobre isso o que eu ia falar. Rebobina a fita.
Daí eu saí da sessão desestabilizada com todo o resto, mas lembrei dessa coisa boa de me expressar bem. Se foquei nisso só pra varrer as reais questões pra baixo do tapete, ou pra me agarrar em algo bom, ou pra tentar ser positiva vez ou outra, ou pra finalmente olhar pro que resta de artístico em mim, vai ficar pra próxima sessão.
Mas o que foi curioso mesmo, foi que eu pensei sobre tudo isso que tô escrevendo agora, e sabe o que fui fazer? Ler um livro.
E aí se eu fui ler um livro porque acho que as pessoas me lêem melhor que eu, porque quis me distrair, porque cismo em ser passiva e não ativa no meu próprio processo, vai ficar pra próxima sessão também...
Mas, depois de ler com esse vuco-vuco na minha cabeça, resolvi escrever. Agora, se eu resolvi escrever porque isso, aquilo ou aquilo outro e mais sei lá o quê... Você já sabem, né? Próxima
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